BIO

Bárbara Assis Pacheco (Lisboa, 1973).

Vive e trabalha em Lisboa. Licenciou-se em Arquitectura (FAUTL, Lisboa) e em Filosofia (FCSHUNL, Lisboa), entre as duas fez Desenho e o Curso Avançado de Artes Plásticas no Ar.Co (Lisboa). Participou na primeira edição do curso de Fotografia do Programa Gulbenkian Criatividade e Criação Artística.

Desenha.

 

 

desenhos podem ser vistos em Lisboa em:

íCON, Rua Nova da Trindade nº6b

Galeria Monumental, Campo dos Mártires da Pátria nº101

 

Bárbara Assis Pacheco (Lisbon, 1973).

Lives and works in Lisbon.

Architecture degree (FAUTL, Lisbon) and Philosophy degree (FCSHUNL, Lisbon), in between she made Drawing and the Advanced Course in Visual Arts at Ar.Co (Lisbon). She was a participant in the first edition of the Photography course of Gulbenkian’s Creativity and Artistic Creation Program (PGCCA).

She draws.

 

sobre o que faço

Fazer isto não foi uma decisão ou escolha consciente, foi acontecendo.
Sempre gostei muito de animais mas não fui para Veterinária porque seria incapaz de executar actos médicos. Como sempre desenhei (e sou privilegiada, eu sei), fui indo nessa direcção, fui desenhando e fui ficando a fazer isto.
O que desenho é o resultado de ver o mundo como um cabinet de curiosités, acho que posso resumir assim.
Os suportes ou materiais que uso vêm parar-me às mãos (claro que gostaria de poder estar sempre a pintar telas enormes e a desenhar rolos de papel grande) e cada vez mais tomo a liberdade de usar tudo.
Paralelamente ao cabinet de curiosités aparecem séries auto-irónicas, feias, brutas e pungentes porque tenho que fazer e porque é o que há disponível.
A par disto tudo e de vez em quando vou fazendo piscinas porque acho bonitas e atractivas (e são fáceis de usar, não têm bandeira encarnada, vê-se o fundo e não têm algas, aspectos que contam e ficaram de medos infantis).
E por fim, gosto de romantizar a ida de Gauguin para o Tahiti e admiro a sua coragem.
Ah, e gostava de saber pintar a sério.

BAP, 7.2020

 

about what I do

Doing what I do wasn’t a conscious decision or choice, it has happened.
I was always fond of animals but I didn’t go to Veterinary because I would never be able to practice medical acts. As I always drew (and I am a privileged, I know that), I followed that way and ended up doing this.
What I draw is the result of seeing the world as a cabinet de curiosités, I think I can sum it up like this.
The supports and materials I use come to me (of course I would like to be able to paint big canvases and draw huge paper rolls all the time) and more and more I feel free to use everything.
Parallel to the cabinet de curiosities, self-ironic series appear, ugly, brute and poignant because I have to do it and because that’s what is available.
Alongside all this and once in a while I make swimming-pools because I find them beautiful and attractive (and they are easy to use, have no red flag, one can see the bottom and there are no algae, aspects that count and remain from childhood fears).
Finally, I like to romanticize Gauguin’s journey in Tahiti and I admire his courage.
Oh, and I would like to know how to paint seriously.

BAP, 7.2020

(nota-se que ainda não mandei fazer a tradução a um profissional… shame on you!)

barbaraassispacheco@sapo.pt

 

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